Resultado do patrocínio do Fundo de Incentivo à Cultura de Campinas (Ficc), o curta-metragem Quem Será Katlyn?, do jornalista Caue Nunes, será lançado na quarta-feira (20) no Museu da Imagem e do Som (MIS) e no Espaço Cultural Casa do Lago e, quinta-feira (21), no Cine Jaraguá.
Quem será Katlyn? de Caue Nunes, tem lançamento na quarta-feira (20), em Campinas com entrada grátis. Cena do curta-metragem Quem Será Katlyn? Que enfoca vida de travesti para mostrar processo de desconstrução de identidade. Como o filme foi realizado com dinheiro público, as sessões têm entrada franca e parte das 100 cópias do DVD será distribuída para bibliotecas, Ongs e outras instituições.
Rodado em HD (alta definição) o filme também deverá participar de festivais e ser veiculado em canais universitários e TVs públicas. Caue acredita que o tempo de 20 minutos de duração não seja problema para a exibição em festivais.
Também considera ser difícil fazer documentário com esse tema em menos tempo.
Aliás, o tema tem a ver com o título do filme. Katlyn é um travesti de 22 anos que mora em Campinas e o personagem central do documentário. Mas outros travestis também foram entrevistados, além de especialistas e pessoas comuns.
Caue diz que, antes do filme, nunca tinha ao menos conversado com um travesti. Valeu a experiência do roteirista André Ribeiro, militante gay. Formado também em ciências sociais, o diretor procurou embasamento teórico com pesquisas e leituras de apoio, uma vez que a idéia era falar sobre identidade.
O personagem, conta ele, mostra o processo de apagar uma identidade e construir outra. No caso de Katlyn, ele chegou a queimar todas as fotos como forma de apagar seu passado. Caue igualmente observa que, no início, Katlyn fala como travesti e, no final, ele sonda a possibilidade de se transformar num transexual.
Segundo Caue, a história de Katlyn mostra que a identidade é algo construída. “Nesse sentido, pode-se dizer que ele não é travesti, mas está.” Um outro entrevistado fala justamente sobre isso: ele se preparava para se transformar (aplicando silicone, se depilando etc), mas voltou atrás e um dos motivos seria o preconceito. “Tive o cuidado de mostrar experiências distintas”, afirma.
O filme também ouve pessoas na rua que tentam responder questões que definam o homem, a mulher e o travesti em termos comportamentais. Em geral, segundo o diretor, há muitos clichês: o homem é truculento, a mulher é submissa e o travesti é violento. Caue garante que o filme não ficou didático e tampouco é conclusivo, mas espera ter conseguido discutir devidamente o tema proposto, que é a identidade.
SERVIÇO:
Lançamento do curta-metragem Quem Será Katlyn?, de Caue Nunes.
Quando: Quarta-feira (20), às 12h, no Espaço Cultural Casa do Lago (Rua Érico Veríssimo, s/nº, campus da Unicamp); e às 19h, no Museu da Imagem e do Som (Rua Regente Feijó, 859, Centro). Quinta-feira (21), às 21h, No Cine Jaraguá (Avenida Brasil, 590, Jardim Guanabara).
Entrada franca.
Postada por: Programa EsCâNdALo!
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